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8 sinais de que o fundo imobiliário é o investimento da vez

Entenda por que essa alternativa tem ganhado mais adeptos e as suas vantagens.

  • Data: Seg, 03 de Setembro de 2012  
  • Categoria: Mercado imobiliário  
  • Autor: Thais Napoli  
Os Fundos de Investimento Imobiliários (FII) estão em alta. Por um lado, o baixo rendimento da poupança e de outros investimentos indexados à Selic (a taxa básica de juro do mercado) desagradam o investidor conservador, e por outro a baixa da bolsa – que deveria subir com os juros menores - desanima quem tem um perfil mais agressivo. E assim, os FIIs deixam de ser uma alternativa de investimento para passar a ser um dos principais focos de gestores e investidores.

EXAME.com conversou com especialistas do assunto em um evento sobre o mercado imobiliário conduzido esta semana pelo escritório de advocacia N, F & BC Advogados. Eles explicaram por que o mercado tem visto os FIIs como uma saída para as decepções com os outros investimentos mais tradicionais. Veja a seguir os 8 principais para entender o segmento:

1) O seu investimento pode ser literalmente visitado

Para quem acaba de sair de um investimento em renda fixa, como a poupança, fundos DI, CDBs ou Tesouro Direto, sentir solidez nos investimentos pode ser essencial. Apesar de os Fundos Imobiliários não serem isentos de riscos - como qualquer outro investimento de renda variável-, eles podem ser um bom começo para o investidor que não quer sentir que está se arriscando demais.


2) Possibilidade de maior rentabilidade em períodos de juros baixos e oscilações da bolsa

Investidores mais conservadores, acostumados a produtos atrelados à taxa Selic, como a poupança e investimentos referenciadas ao CDI (como CDB, LCI e Letras Financeiras do Tesouro – LFTs), sofreram com as quedas da taxa básica, que passou de 12,5% a 7,5%. E os mais agressivos, por sua vez, também enfrentaram dissabores com as oscilações da bolsa. Com isso, os fundos imobiliários ganharam evidência no último semestre.

3) Retorno mensal

Segundo a lei que regula a tributação do segmento, 95% dos rendimentos e ganhos líquidos do investimento devem ser distribuídos no dia 30 de junho e 31 de dezembro de cada ano. Porém, apesar da obrigação, segundo explica Sergio Belleza, a prática mais comum é que eles sejam distribuídos mensalmente. “Os fundos imobiliários são mais rigorosos que a lei e distribuem mensalmente os lucros. Eles são os melhores pagadores de dividendos do mercado de renda variável, sem dúvida”, afirma.

4) Maior comodidade para o investidor

Os fundos de investimento, no geral, podem ser uma boa opção para investidores iniciantes porque a responsabilidade pela escolha dos ativos fica por conta de profissionais especializados. E no caso dos fundos imobiliários, a administração é ainda mais especializada, uma vez que não inclui apenas o gestor do fundo, mas também agentes envolvidos na administração dos bens e na avaliação dos riscos do investimento.

5) Investimento mínimo cada vez menor

Em 2002, Sérgio Belleza estruturou o primeiro Fundo Imobiliário para pessoas físicas com cotas negociadas na Bovespa e acompanhou toda a evolução destes Fundos até hoje. Segundo ele, antes os FII com imóveis e inquilinos de grande qualidade eram acessíveis somente a investidores de grande porte e agora o são também para o investidor privado. Ele afirma que é possível investir em bons fundos com cerca de 1.000 reais, sendo que há alguns anos o tíquete mínimo do investimento era de 10.000 reais.

6) Isenção de IR nos rendimentos

Se o fundo possui pelo menos 50 cotistas e o cotista tiver menos de 10% da totalidade de cotas emitidas pelo fundo, os rendimentos (proventos) são isentos de Imposto de Renda (para os demais investidores, incide Imposto de Renda à alíquota de 20%). Os fundos também são isentos de PIS e Cofins. Apenas quando há ganho de capital na venda da cota é que ocorre a tributação, que corresponde a 20% do lucro da operação.

7) Riscos são compartilhados

Por constituir-se um condomínio fechado, os investidores compartilham os riscos envolvidos nos Fundos. Dessa forma, os riscos já citados, como de fatores macroeconômicos, problemas estruturais do imóvel e com os inquilinos, se não podem ser evitados por completo, em último caso são repartidos entre os cotistas.

8) Investimento tende a se sofisticar para atender apetite de investidores qualificados

Carlos Ferrari explica que existe uma tendência de que a securitização dos empreendimentos aconteça cada vez mais cedo e que estrutura imobiliária seja preparada para o mercado de capitais desde sua formação. O investidor, portanto, entraria no investimento já na etapa de incorporação do negócio. “Normalmente, o fundo imobiliário é voltado ao investidor não qualificado (com capacidade de aporte inferior a 300.000 reais). Com a união das estruturas desde o início do processo, o investidor poderá comprar ativos alavancados na estruturação do empreendimento”.


Fonte: Exame.com